Estátua-menir do Fundão
(Corgas, Donas)

Neolítico/Calcolítico
Idade do Bronze Pleno

Menir talhado num bloco irregular de granito de grão médio, com 285 cm de comprimento máximo, 68 e 63 cm de largura e espessura máximas respectivamente e com 1440 Kg de peso. Afeiçoado nas faces frontal e lateral esquerda (parcial), nas quais apresenta decoração.
Trata-se possivelmente de um monumento megalítico da Pré-História recente (Neolítico / Calcolítico) com reaproveitamento durante a Idade do Bronze Pleno (II Milénio a. C.).
Apresenta uma compleição oblonga sub-ovóide, ligeiramente antropomórfica, na qual foi demarcada a cabeça com uma gola. Nas faces afeiçoadas figuram dois atributos: uma espada e um bi-ancoriforme com respectivas correias de suspensão. Estes estão insculpidos em alto-relevo, denotando o segundo elemento um tratamento bastante meticuloso. A face frontal apresenta ainda quatro “covinhas”, uma das quais destacada pelas suas dimensões. Denotam-se ainda algumas escoriações provocadas por uma anterior operação de removimento da peça no decurso de trabalhos agrícolas.
Tipologicamente é possível que este monumento se enquadre no tipo I das estátuas-menir de tradição calcolítica mediterrânea (Jorge, S. O; 1986; Bueno, P.; 1991). No que respeita aos atributos, tem paralelo com a estela da Tapada da Moita, Castelo de Vide.
Esta peça deu entrada nesta entidade museal a 22 de Julho de 2009 graças ao trabalho articulando entre o IGESPAR (Extensão da Beira Interior), o Museu Arqueológico e a proprietária, D. Isabel Trigueiros, cuja generosidade e colaboração registamos e agradecemos.

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